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sábado, 22 de dezembro de 2012

Deduções

"Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: 'você não se enganou, eu estou aqui'. Porque, por mais que os obstáculos nos desafiem, o que realmente permanece costuma vir de quem não tem medo de ficar."
Fernanda Gaona

Porque hoje eu acordei assim, pensativa, analisadora e conclusiva.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre felicidade


Felicidade pra mim é acordar cedinho com o barulho de mensagem chegando. É sentir meu coração sorrir ao ler aquele “bom dia, meu amor”, que faz o meu dia ser bem mais bonito. Felicidade pra mim é ter alguém para compartilhar histórias, dividir momentos, contar segredos sem medo, sem receio. É saber que tem alguém ao meu lado, sempre. Que não somente se torna a minha força nos momentos difíceis, mas que comemora comigo os meus sorrisos, as minhas alegrias e as minhas conquistas como se fossem dele. Felicidade pra mim é ter em quem pensar. É ter com quem sonhar. É ter alguém que torna a minha vida muito mais doce, por existir, e por milhares de outros motivos. Felicidade pra mim é ver a vontade dele de ser mais, de se tornar melhor a cada dia por mim. E para mim. É ver que ele prefere a minha companhia mais do que qualquer outra no mundo. Que ele quer estar comigo a vida inteirinha, e diz que ainda é pouco. Felicidade pra mim é andar de mãos dadas. É ter um lar para o meu coração. É ser abrigo para o coração dele. É ter certeza do querer um “para sempre”, que dia após dia se faz verdade. Se torna real. Felicidade pra mim é receber uma ligação quando menos espero e ouvir do outro lado da linha um “eu te amo”. É estar ao lado, bem perto, e ouvir sussurrado um “você me faz feliz”. Felicidade pra mim é ser o mundo de alguém. É ver o quanto ele precisa de mim. Não por não conseguir viver sem, mas por achar a vida muito mais bonita quando junto à minha. É ver o quanto ele acha graça das minhas manias e aceita os meus defeitos. Felicidade pra mim é demonstrar um amor sem ter vergonha, sem me importar com o que os outros vão pensar. É não deixar de pensar em mim nem nele, mas pensar em nós dois como um só. Felicidade pra mim é querer uma só pessoa ao meu lado todos os dias da minha vida. E saber que o querer dele é tão grande quanto o meu. Felicidade pra mim é amar. Felicidade pra mim é amor. Felicidade, pra mim, é toda uma vida ao lado do Rodrigo Mazzeo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"Monomania"

Já te fiz muita canção, são quatro, ou cinco, ou seis, ou mais; 
eu sei demais que tá demais, 
eu chego com o violão, você só tá querendo paz; 
você desvia pra cozinha e eu vou cantando atrás...

A música-título desse texto é da linda da Clarice Falcão que interpreta, toca e canta lindamente no vídeo acima. Adoro as músicas dela, são lindas, divertidas e ela é uma fofa.
Mas vamos discutir sobre o tema? Na música, Clarice afirma uma coisa que muitas de nós já fizemos, ainda fazemos ou vamos fazer: abrir mão de outros temas para focar unicamente "nele". Quem nunca, né, gente?
É aquilo: começamos a namorar, tudo lindo, cheio de cor, brilho e luz, quando nos damos conta só conseguimos pensar no dito-cujo. E tudo lembra a ele, não é mesmo? Um programa de tv, uma placa na rua, livros, textos e, obviamente, músicas. Ah, o amor...
Tem alguém cega de amor aí?
É aquela famosa fase do, segundo o Rei Roberto, "só vou se você for". Nada tem graça nem faz sentido se ele não estiver conosco. E isso é lindo, né? Na nossa concepção momentânea é. Toda vez que ele solta um "poxa, vamos, se você não for não vai ter graça" a gente se derrete mais um pouquinho feito manteiga no sol.
Mas vamos analisar mais friamente que é para isso que estamos aqui: a fase passa. Os defeitos aparecem e a gente passa a aceitá-los, a paixão esfria e vira amor, a gente passa a querer um tempinho só para a gente, ou um programa diferente, seja com as amigas, os amigos, o pessoal da faculdade ou do trabalho e... cadê esse povo? Ah sim, lembrei: nós os deixamos para trás naquele início grudento.
Forever alone
Partindo do princípio que as suas amigas sejam iguais às minhas e que vocês sejam iguais a mim, essa é a fase em que temos muuuuito trabalho para recuperar o que perdemos. Amigas costumam ser ciumentas e com razão, já cansaram de nos chamar para mil coisas até que desistiram.
A meu ver, precisamos achar um meio-termo. 
Quando estamos solteiras, sempre temos aquele grupo de amigas solteiríssimas que topam toda e qualquer noitada e estão com a gente de sexta a domingo, às vezes até no meio da semana. Elas que enchem nosso copo, enxugam nossas lágrimas, brindam noite após noite com a gente e, principalmente, nos levam para casa. 
Party rock!
Só que, às vezes, a gente começa a namorar e elas não. E elas continuam no mesmo pique de festas enquanto tudo o que a gente quer é um cineminha com o gato. Como proceder? Simples: não existe criatura, por mais caçadora que seja, que saia de segunda a segunda. Vai ter sempre uma tarde/noite livre para você se você se dispuser a estar com ela. E, se você não curte mais boate ou barzinho sem o namorado, isso depende muito do que vocês estabeleceram como regras no namoro de vocês, sempre se pode combinar um lanchinho, um filme na sua casa ou na dela, um cinema, um passeio ou, se a distância realmente for muita, uma mensagem ou um e-mail. A minha melhor amiga morou anos nos Estados Unidos, voltou e continuamos melhores amigas apesar de eu sempre ter namorado e ela ser solteira convicta. Nos falávamos por telefone quando dava e quando não dava era internet mesmo. Sei de tudo sobre a vida dela e ela sabe de tudo sobre a minha. Fica a dica: distância e realidades diferentes não são desculpas para afastar quem se gosta. Claro que há fases e fases, mas temos que saber lidar com isso para não perder a amizade. Enfim, colocar os papos em dia nunca é demais e vai fazer com que a sua amiga se sinta menos distante de você e mais por dentro do que está acontecendo com você agora que você não é mais solteira.
A outra dica é: tem sempre aquelas "amigas" que só reclamam de você ter se afastado. Só por ciúme infantil mesmo, porque elas também se afastaram de você quando você começou a namorar. É aquele clássico "nossa, tá sumida" sendo que a criatura tem seu telefone, seu Facebook, seu Twitter, seu e-mail e nunca deu um pio em lugar nenhum desde que você trocou seu status para "em um relacionamento sério" no Facebook. Aí vale analisar se vale a pena correr atrás. Tem amigas ciumentas que valem a pena, tem outras que só são mimadas e gostam de ser o centro das atenções. Tanto que nem chegaram a te procurar antes de você "sumir", elas acabaram sumindo antes e depois fazem com que você se sinta culpada.
Tem mais: tentar incluir seu namorado sempre nos programas que eram para ser seus com suas amigas não é uma coisa positiva. As suas realidades com seu namorado e com suas amigas são duas coisas diferentes e nem se pretende que sejam iguais, tentar misturá-las pode fazer com que você perca sua individualidade da mesma forma. Fora que pode parecer forçado.
O ideal é tentar achar um meio-termo. Dormir de conchinha com o namorado, mas dar uma ligadinha para amiga no dia seguinte. Ir para a boate de mãos dadas, mas chamar suas amigas e (por que não?) os amigos dele para irem com vocês.
No final, se soubermos balancear, o que fica é o seguinte: seu amor do seu lado sem comprometer suas amigas por isso. E vice-e-versa.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como resistir?

"todos caminhos trilham pra a gente se ver
todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu? (...)
você passa, eu paro
você faz, eu falo
mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem
não sei, mas sinto, uma força que embala tudo
falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate..."

E naquele dia, naquela noite, estava ele ali parado com seu sorriso fitando a minha alma, despindo os meus desejos. Não me importava mais o que acontecia à minha volta. Aquele instante era meu. Aquela vontade era nossa. Delicadamente coloria cada pedaço do meu corpo. Tocando-me sem as mãos, falando comigo em silêncio, despindo-me com os olhos, devorando-me em pensamento. E eu, entregue. Com uma certeza: era dele.
Aquele homem me cativava, me trazia à tona toda vez que meus dilemas existenciais me colocavam em baixa. Era ele. E o melhor: ele não sabia disso.
Ele dormia comigo, acordava comigo. Desde sempre, desde o início. Era fantasioso e ao mesmo tempo excitante. Deitávamos e meticulosamente nosso corpo se encaixava. Como resistir?
Eu existia para ele e não precisava de post-its para lembrá-lo. Era torturante saber que eu estava tão presente nele. Nunca fora assim. Eu sempre me deixava perdida, esquecida num canto qualquer devorando as sobras de um relacionamento qualquer. Mas com ele era diferente. Era inédito.
Fitava seu rosto tentando decifrar o que não tinha resposta. Tentava colocar em palavras o que estava perfeito nas entrelinhas. E assim me acostumei com sua presença apenas à distância de uma respiração. Só sabia respirar o mesmo ar de um espaço encaixado entre nós dois.
Era doce dormir nos seus braços e saber que estava me acorrentando a perspectivas. Pensei muitas vezes em fugir, mas quando olhava seu sorriso, que teimosamente surgia depois de uma palavra ou gesto meu, desistia de qualquer plano de dominação mundial. Entregava o meu mundo sem alardes, sem diplomacia ou ordem de despejo. Simplesmente desistia de desistir.
Mesmo percebendo todo o meu embaraço desastrado de tentativas frustradas, ele fingia não entender e me dizia ao pé de ouvido: “vem cá, chega mais perto, me abraça”. Como resistir?
E no instante entre o som e o silêncio residem os sonhos e uma infinidade de palpitações. Residimos eu, ele e seus sorrisos. A certeza é só uma: isso tudo pode ser um sonho, mas desse sonho acordo toda manhã. Com um bom dia, um abraço e um cheiro no pescoço. Como resistir?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sobre sentimentos

Apesar dos sorrisos marcarem-lhe o rosto, fracassos e lágrimas marcavam-lhe a alma. Mesmo assim continuava sua caminhada porque o importante era sentir, era ter aquele sentimento latejando, pulsando. 
Emoções à flor da pele, toques que fazem estremecer, respiração ofegante. Isso a fazia sentir. Isso a fazia sonhar. Não era boa com realidades profundas, apenas com sonhos indiscutivelmente supérfluos: um sorriso, uma valsa, aqueles versos de encher qualquer olhar de admiração. Inocente criança num corpo de mulher. 
Assim era seu mundo colorido, na inocência e necessidade de sentimentos urgentes. E se entregava com tenacidade. E se entregava com veracidade. Acreditava que, além do sentimento, aqueles corpos eram sólidos nas suas vontades, desejos, libido. 
Aquilo era um romance, um enredo; amor eterno com intimidade. Todo amor é eterno, por que aquele não seria? 
E quando ficou longe? Ficou travada na garganta a palavra "saudade". Orgulho? Medo? Uma interrogação, nenhuma resposta. Talvez um escudo, um caminhar, uma tentativa de seguir em frente sem lamentações. 
Boas lembranças, somente boas, guardadas na memória e no coração que pesava de saudade. Saudade da pele, do cheiro, da palavra, do gosto. Fatos além da química, da física e até mesmo da língua portuguesa. Como expressá-los em palavras? Tarefa impossível. Saudade. 
E quando tudo voltou ao normal, após o que pareceram séculos de colo, lágrimas e sensações ruins; o suspiro de alívio e o abraço de reencontro. É o que fica. Nesta ciranda poética de lembranças e esquecimentos só resta dizer: viver. Pulsar. Murmurar. Apaixonar. Desistir. Voltar atrás. Tocar. Amar. Entregar. Verbos que dariam uma boa prosa.

Sobre escrever

Escrever muitas vezes, talvez na maioria delas, não é arte, somente prazer. Escrever por prazer talvez seja também uma arte, porém a ação de fazê-lo nada mais é do que se interessar pelo que gosta e transformar um dom em hobby.
Para mim é assim: transformar pensamentos em palavras e vice-e-versa, jogando-os no papel para fazer com que signifiquem alguma coisa.
E o que é "significar"? Algo que se torne explicável? Traduzível? Passível de ser entendido? Quem escreve por prazer tem mais uma característica: suas palavras só fazem sentido para uma pessoa, ela mesma. Isso não significa falar em códigos para que ninguém a leia ou entenda, nem se esforçar para que suas palavras sejam as mais confusas possíveis, trata-se somente de escrever com um órgão, apesar de o cérebro comandar o ato e a mão direita torná-lo realidade: com o coração.
Quem tem o dom das palavras não quer que a leiam, palpitem, se interessem ou deixem de se interessar. Quem escreve apenas o faz, sem maiores pretensões. E, mesmo que tente fugir de fazê-lo, não adianta, um dia o dedinho coça e... olha lá ela de novo com caderno e caneta na mão!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vez ou outra


Vez ou outra eu gosto de provocar você. Faço charme, jogo indiretas, faço você me dizer coisas lindas que eu quero ouvir. Vez ou outra eu fico brava com você e com ou sem motivo eu me rendo, não aguento virar a cara. Vez ou outra eu fico triste e você vem me acolher me oferecendo suas palavras como conforto, seu coração protege o meu. Vez ou outra, quase sempre, compartilhamos mais do que momentos felizes. Ao todo, compartilhamos sonhos, compartilhamos nosso presente. Você comigo, eu com você. Não vez ou outra, mas sempre.

Forgetful

Eu gosto que você seja a última pessoa que fala comigo antes de dormir. Mas eu gosto mais ainda quando acordo de manhã e percebo que esqueci sobre o que conversamos na noite anterior. É como se você tivesse que me conquistar todas as manhãs e fazer dos meus dias, todos eles, o mais especial de todos. E, por incrível que pareça, você consegue.

Você

Eu preciso dizer que você me faz bem. Que seus abraços são únicos. Que às vezes eu acordo no meio da madrugada e abro um sorriso ao lembrar que tenho você. Que agradeço à vida por ter colocado você no meu caminho. E que nada neste mundo me faz mais feliz do que estar com você.

O abraço

"De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada, só olhando..."
C.F.A.

Hiperlink

Em 21 de setembro minha amiga Barbara Bastos escreveu:

Pequenas grandes diferenças

Muito se discute sobre qual é a diferença entre amor e paixão, na poesia muitas vezes são usadas como sinônimos, mas no coração de quem já sentiu os dois a coisa é muito diferente. Estar apaixonada é êxtase total, parece que estamos em transe, quase lunáticos, em pouco tempo de torna uma doença, 24 horas de dependência e carência mútua, porque para ser completo tem que ser mútuo. Mas daí vem o amor, chegando de sua forma mais sorrateira, sentimento doce, que acalma o coração, coloca seus pés no chão e esquenta sua alma. Bom mesmo é quando levamos uma rasteira e percebemos que aquela louca paixão aos poucos vira um amor sereno, pois por mais calmo que esse amor seja sempre é surpreendido pelas pitadas de paixão, pois tudo sempre volta a sua origem e aparece para renovar o que já é bom. Agora que já falei do prazer do amor, quero falar de algo melhor e mais prazeroso que é ser amada, isso sim é algo extremamente excitante porque só quem é amada por completo sabe o que é, quem nunca foi não pode nem imaginar a intensidade, hoje não aceitaria em hipótese alguma ser amada pela metade, pois quem já provou jamais aceitará migalhas. Pelo menos é assim que me sinto...

É lindo, e é tão a cara dela que só vocês conhecendo podem entender. Ela é assim, linda. Minha melhor amiga, né? Não é à toa.
Postei o texto porque achei a cara do meu blog, é um fragmento de amor, ela mesma é um pedacinho de mim e o texto é (grande) parte do que eu já vivi, vivo e, canceriana que só eu, viverei pro resto da minha vida. Fiz um super-hiperlink pra falar o que penso sobre isso.
Não existe amor pela metade. Não existe quase-amor, amor-mais-ou-menos, será-que-é-amor. Existe amor. E se há a dúvida, não há amor.
E com o texto dela e as minhas palavras, vem uma promessa: eu, Nayla, a menina do Amor em Fragmentos, juro solenemente nunca, mas nunca mais nessa vida aceitar simplicidade de sentimento. Se é pra ser, que seja, se é pra acontecer, que aconteça, mas que haja a certeza, nunca a dúvida; é preferível se jogar e bater com a cabeça no fundo do que conviver com a incerteza do quase. Se é pra vir, que venha, mas que venha com a força toda que aqui não se aceita nada pela metade. Só inteiro.


P.S: Babi, eu te amo (por inteiro, claro)!

Vem!

Você vem? Diz que vem! Vem levar nós dois a sério, essa loucura sensata, esse paradoxo criado sei lá por quem que trouxe a gente até aqui. Vem, chega pertinho, se joga em nós dois, que tudo o que a gente não entende vai ter explicação lá na frente, e se não tiver a gente cria, a gente inventa, somos assim... Vem me fazer abrir meu sorriso mais sincero, me deixar com vergonha de ver o quanto você me olha, me derreter com suas palavras e me deixar sem ar. Vem me fazer morrer de rir te ouvindo falar mal da Summer, me indicar os melhores filmes, ouvir as músicas que eu te mostro e gostar delas, discordar do que eu falo só pra implicar, concordar só pra ser legal e ter a maior paciência do mundo com minhas crises de depressão, ciúme, raiva. Vem me aguentar assim, grude do jeito que eu sou. Vem me chamar de sua, me arrepiar com seus beijos, abraços, suspiros, carinhos... Vem, eu te escolhi, eu me joguei, eu fui. Você vem também?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Alô, liberdade

"Alô, liberdade! Desculpa eu vir assim sem avisar
Mas já era tarde e os galos tão cansados de cantar

Bom dia, alegria! A minha companhia vai cantar
Sutil melodia pra te acordar..."

Chico

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ciranda


Aquela noite sumia diante dos meus olhos... eu ficava imaginando como seria a minha vida dali pra frente. Olhava pra dentro e via sonhos que hoje quase podem ser tocados. Uma realidade que tem cheiro de anoitecer, dia que acorda a noite, a vê sorrir e a abraça, depois volta a dormir.
Me sinto no meio de tudo, no meio de nada e nada é mais urgente e indispensável do que viver. Enquanto isso o tempo brinca de roda... pra sempre.

Just thoughts

"E aquele momento foi como nunca e sempre
Fomos onde de não se esperava nada
E achamos tudo o que se estava esperando."
Pablo Neruda

Porque um dia o meu mundo estava na mais perfeita ordem e uma cápsula de sonho caiu do alto da minha cabeça e se espatifou no chão, espalhando uma nuvem colorida por toda parte...
E quando eu me sinto sozinha, sentada no chão do quarto com a luz apagada, é pra você que eu ligo e fico com cara de mamão e depois vou dormir feliz. E às vezes eu tenho medo de acordar um dia e descobrir que você era um sonho. Se isso acontecer, o jeito vai ser hibernar pra sempre.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Esconderijo


Procuro a solidão,
como o ar procura o chão
como a chuva só desmancha
pensamento sem razão;
procuro esconderijo,
encontro um novo abrigo,
como a arte do seu jeito
e tudo faz sentido;
calma pra contar nos dedos,
beijo pra ficar aqui,
teto para desabar,
você para construir...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se oceano!
Osho

Opte pelo que faz seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

One

"At this moment there are 6470818671 people in the world, some are running scared, some are coming home, some tell lies to make it through the day, others are just not facing the truth, some are evil men at war with good, and some are good struggling with evil, six billion people in the world, six billion souls, and sometimes, all you need is one."One Tree Hill

Eu só quero que você saiba...



Olha, eu não sei se você sabe, mas você tem me feito bem, menino, tem me feito grande. É que até os dias de chuva, com toda a sua melancolia, conseguem ficar animados com a tua presença inquieta de criança que acabou de ganhar um brinquedo novo na minha cabeça. É gentil de sua parte me desejar assim, tão cheia de cicatrizes, desconcertada e de marcas feitas a fogo, é mais gentil ainda você prometer cuidar de cada uma delas, passar o remédio gentil do tempo, até que tudo passe. Eu havia fechado a porta, sabe? mas você me fez abrir as janelas e te deixar entrar, com aquela cara de que valia a pena, valia o risco, valia tudo. E presta atenção, menino, eu não sei se você sabe, mas esse bem que você me faz, eu quero te fazer também.

PS: Melhor do que ver um sorriso, é ser o motivo dele. O meu é só seu.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Palavras soltas

Das duas uma: ou eu ando menos crítica ou estou tendo dias melhores ultimamente. A melhor parte é que minha vida está totalmente revirada, de cabeça para baixo, tudo fora do lugar - e eu achando coisas boas no meio disso tudo. Ironia, teu nome é Nayla.
A vida te dá escolhas, mil caminhos para ir em frente e poucos retornos para compensar. Sabe como é se sentir assim? Sempre fui intensa, sempre tive essa mania canceriana de me jogar de cabeça em tudo o que faço. Pois bem, isso gera resultados. Tanto coisas interessantes quanto às vezes uma imensa vontade de voltar atrás. E não dá. É impossível refazer o passado. Tudo se encaminha conforme a gente direciona. E a vida não tem backspace.
E até essa dor no estômago dá pra entender como uma metáfora. É a vida me lembrando das borboletas que vivem aqui dentro e que nunca morrem. São lindas, coloridas, foram criadas com amor e não há nada que as possa destruir